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Primeiro laboratório de produção de pele humana para testes do Brasil é inaugurado no Rio

09/09/2019
09:33

Amostras são alternativas ao uso de animais como cobaias. Episkin, no Fundão, é capaz de recriar tecidos em 17 dias.

O Brasil ganha nesta segunda-feira (9) o primeiro laboratório de bioengenharia de tecidos que vai disponibilizar pele reconstruída para testes em produtos. A unidade, no Rio, vai fornecer amostras de pele humanas recriadas como alternativa ao uso de animais como cobaias.

A filial da Episkin, subsidiária da L’Oréal, será inaugurada às 14h no Centro de Pesquisa e Inovação, no câmpus do Fundão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É a terceira a entrar em operação no mundo, juntando-se à de Lyon, na França, e à de Xangai, na China.

“Produzimos a cada semana milhares de tecidos de pele e epitélios, como córnea, com um rigoroso controle de qualidade”, explicou ao G1 Rodrigo De Vecchi, diretor-presidente da Episkin Brasil.

Segundo De Vecchi, a implementação do modelo de pele reconstruída no Brasil começou em 2016, em colaboração com o Instituto Idor. Mas o laboratório do Fundão traz uma vantagem.

“A diferença é que agora este modelo está disponível para as comunidades científicas brasileiras e latino-americanas e para quaisquer empresas interessadas, a fim de estimular o uso de métodos alternativos”, destacou o diretor-presidente.

Os modelos da Episkin são os únicos validados e recomendados pela Organização para a Cooperação do desenvolvimento Econômico - e aceitos no mundo todo.


Como funciona

Arte mostra como funciona a produção da Episkin â?? Foto: Infográfico: Juliane Monteiro/G1

A “matéria-prima” são restos de cirurgias plásticas. O descarte, cedido com autorização do paciente, vai para o laboratório, onde se extraem os queratinócitos.

Essas células específicas são cultivadas em placas de cultura e, após 17 dias em contato com o ar, se proliferam, formando múltiplas camadas.

No caso de testes com cosméticos, a parte que interessa é a epiderme, a mais externa – e a que será produzida no Rio.

“Uma das principais vantagens deste modelo é o seu alto nível de reprodutibilidade. Este modelo é histologicamente semelhante à epiderme humana ‘in vivo’”, afirmou De Vecchi.

“Isso significa que ela pode ser usada em avaliações de segurança para produtos químicos cosméticos, bem como qualquer tipo de produto que toca a nossa pele”, detalhou.

“Nossa tecnologia reage a diferentes estímulos, como a agentes químicos, luz e estresse, liberando fatores específicos que refletem o potencial toxicológico e corrosivo de novos compostos químicos”, exemplificou.


Legislação ainda engatinha

Segundo De Vecchi, a empresa tem desenvolvido métodos alternativos desde 1979. "Em 1989, a L’Oréal parou completamente de testar seus produtos em animais", lembra.




Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/09/09/primeiro-laboratorio-de-producao-de-pele-humana-para-testes-do-brasil-e-inaugurado-no-rio.ghtml

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